Bos Na Viagem


Bom dia, queridos: situação normalizada!!! Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!

Posts agora no http://www.tavoladigital.com.br/em2/.

Até lá!!

Beijos

Paula



Escrito por Bos Na Viagem às 13h54
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VEGAS, BABY!!

Antes de mais nada, segue uma breve introdução para aqueles que estão desinformados: eu (Paula) e a Má (minha irmã) estamos fazendo uma viagem de duas semanas pela terra do Tio Sam.  Começaremos por Las Vegas e seguiremos por Los Angeles e Nova Iorque.  O Ricardo, nosso primo, fez um blog só para nós, super especial, mas não conseguimos acessá-lo de jeito nenhum... Então só nos resta atualizá-los pelo nosso velho conhecido aqui enquanto a situação não se regulariza.

 

Hoje foi o primeiro dia.  Mal chegamos e já estamos exaustas! A viagem está movimentadíssima!

 

Primeiro, quase não conseguimos embarcar. De acordo com a atendente do check-in: “só por milagre” (mas ela não contava com o otimismo irritante da Má, rs).

 

Após a maior correria, embarcamos.  Lógico que, nesse meio tempo, a Paula ainda arrumou tempo para brigar com duas gringas folgadas na fila do Raio-X...

 

O vôo foi tranqüilo, exceto por sentarmos separadas e por uma turbulência gigante que aconteceu de madrugada (mas não o suficiente para atrapalhar o sono da Má, que sequer a percebeu...).

 

Chegamos em NY às 6 e pouco da manhã (horário local) e, para nossa surpresa, fomos atendidas por um agente super simpático da imigração.  Pegamos as trocentas bagagens – não alugamos o carrinho de malas, porque custava US$ 3 cada!  Um abuso! -, e começamos a primeira peregrinação do dia, em busca do guichê da Delta.

 

Estávamos no terminal 4, totalmente perdidas.  Um chicano nos disse que a Delta era no Terminal 5/6.  A Donana garantiu que o vôo era às 8h30 e que estávamos atrasadíssimas (o processo de imigração foi beeeeem lento).  Pegamos o trem interno (imaginem o tamanho do aeroporto...) e saímos literalmente correndo (lembram que sem o carrinho???), derrubando nossos casacos e malas pelas esteiras e infinitos corredores do aeroporto.  Depois de muita correria, chegamos ao Terminal 5/6!  Ufa!  Quando não mais que de repente, lemos em letras garrafais na parede e em todos os guichês: Jet Blue! Nos informamos melhor e estávamos do lado totalmente oposto! Nosso Terminal era o 2/3!! (lembram que estávamos atrasadas? Lembram que não tínhamos carrinho??).  Nova maratona pelas esteiras, corredores, casacos no chão, malas caídas, bolsas no trem e as panturrilhas e antebraços em ótima forma!  Chegamos ao terminal certo e fizemos o check-in.  Detalhes: os funcionários da Delta são extremamente mal-humorados (sequer olham para as pessoas) e o vôo que era às 8h30, na verdade, era às 9h55!  Ou seja, toda correria foi à toa!!!!

 

Após quase 20 horas de vôo e o maior escarcéu para conseguirmos sentar juntas, chegamos a Vegas, baby!  Ficamos impressionadíssimas com a vista do vôo (a Paula até superou o medo e olhou para baixo!) e com o aeroporto lotado de máquinas de jogos, como se estivéssemos em pleno cassino!

 

Mais alguns passos e encontramos 19 caras parados de frente para a parede, com suas malas espalhadas pelo saguão, rezando para Meca (como eles sabiam para que lado fica Meca?).  Foi bastante estranho, todos que passavam se espantavam com a sincronia dos rapazes.

 

Tudo muito bom, tudo muito bem, porém eis que a mala da Paula (a física mesmo) não chegou.  Muitas reclamações no balcão da Delta (aparentemente, isso é muito comum para eles), ligações e, não, eles não tinham idéia de onde estava a bagagem.  Pediram para deixarmos nome e telefone, mas não sabíamos o endereço do hotel (quando dissemos que ficaríamos no Marriot, eles responderam que existem 9 - N-O-V-E!! - na cidade...).

 

Fomos buscar o nosso carro, com o compromisso de ligar quando chegássemos ao hotel para passar o endereço.  Pegamos um PT Cruiser que é uma graça!  O único detalhe é que nenhuma de nós duas sabia nem o caminho nem dirigir carro automático.... Na saída do estacionamento, uma senhorinha (que parecia a vovozinha do Piu Piu), compadeceu-se da situação e, dando uma piscadela simpática, nos ofereceu um mapinha “para ver se ajudaria um pouco”...

 

Saímos pelas ruas de Las Vegas, com a cara e a coragem, confundindo diversas vezes o freio com a embreagem e, após alguns desvios, finalmente chegamos ao hotel.

 

Precisamos fazer uma pausa nesse momento para destacar quão incrível é o nosso quarto.... Tem até uma TV enorme com playstation!  Ficamos absolutamente encantadas!  Aqui, além de hotel e restaurante, também funcionam um cassino, um clube de golfe e um spa! E tudo é absolutamente impecável!

 

Pois bem, fizemos o check in e, na hora de apresentar meu passaporte (Paula) não o encontrei na minha bolsa, estava apenas com o da Má.  Novo desespero, correria, procura daqui, procura dali e nada.... Pegamos o carro e voltamos correndo para o aeroporto (que fica beeeeeeemmm distante do hotel, diga-se de passagem...).  Fomos até a Delta, Achados e Perdidos, Shuttle (ônibus alugado que nos levou até a central de locação de veículos), lojas de carros, Security e ninguém tinha ouvido falar do meu passaporte.  Voltamos para o hotel em estado de desespero... Para se ter uma idéia, até o otimismo da Má foi para o beleléu e ela começou a rezar (para onde fica Meca, mesmo??).

 

Chegando no quarto, resolvi reconferir as coisas.  E para nossa surpresa, não é que o meu passaporte estava ali, guardadinho na nécessaire, dentro da bolsa da Má (onde ela garantiu que não estava de jeito nenhum???).  Para resumir a história, nós trocamos de bolsas na hora de fazer o check in na Delta, porque a da Má estava mais pesada e ela estava com volumes a mais.  Ao entrar no avião, cada uma guardou seu passaporte na bolsa que estava usando e assim começou toda a confusão....  Resultado: nós duas, exaustas, ficamos saltitando e rindo loucamente no quarto para pagar os cem pulinhos prometidos ao São Longuinho... Mas melhor deixar essa parte da história para lá.... “What heappens in Vegas”....

 

Como já eram quase sete horas da noite e não tínhamos nem sequer almoçado, reservamos uma mesa no restaurante do hotel e tomamos um mais do que merecido banho na banheira bem looooongoooooo.  Depois descemos e jantamos sopa de lagosta com caviar e risoto de cogumelos (chique não?? Rsss...).  Hmmmmmm.... estavam divinos!

 

Pretendíamos ir até o cassino do hotel, mas todo o pasticcio - somado à noite não dormida no avião e ao fuso de seis horas, que está nos matando - nos deixou chumbadas.... São nove horas da noite e estamos sofrendo para contar todas as novidades para vcs....

 

Ah, e a mala? Supostamente foi localizada e seria entregue às sete horas aqui, mas até agora nada.... E lá vou eu dormir com o roupão do hotel....

 

Bom, por hoje é só, pessoal (ainda bem!!)

 

Beijos e boa noite!!

 

Ps: O cansaço não permite fazer mais nada... Mas prometemos fotinhos para amanhã!



Escrito por Bos Na Viagem às 05h50
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Último dia (snif)


Boa noite a todos!
(Boa noite? Só se for para você, que está aí em férias! As nossas já estao acabando! RS)

Hoje foi nosso último dia de visitas às cidades próximas a Madrid. Passeamos por San Ildefonso, Segóvia e Ávila, além de jantarmos bem gostoso no restaurante da Calle Clavel, que conhecemos em nossa primeira estada na capital.

La Granja de San Ildefonso possui um palácio construído pelo Rei Felipe II (estamos experts na dinastia espanhola! Podem perguntar quem é filho de quem, RS). Este passou por alguns incêndios e reconstruçoes, mas mantém sua magnitude intacta. O ponto alto foi a visita guiada, super bem detalhada, que nos explicou desde a origem dos tapices (que mediam aproximadamente 50 metros quadrados) até os quartos dos monarcas, com vista para os belos jardins intermináveis.

Depois do almoço, partimos em direçao a Segóvia. Lá conhecemos os Acueductos Romanos (espécie de arcos do bairro da Lapa do Rio de Janeiro, porém com "alguns" anos mais de existência), a Catedral local e o Alcázar (os dois últimos apenas por fora).

Estávamos super apertados de tempo e, por isso, a visita teve que ser rápida. Confiram as fotos deste castelo! O estilo, posiçao geográfica e arquitetura lembram muito as histórias de cavaleiros medievais.

A última cidade visitada foi Ávila, detentora de uma muralha gigantesca de 2.516 m de perímetro em torno do seu centro histórico. Diferentemente de Toledo, algumas casas dentro da muralha sao novas mas, mesmo assim, a cidade nao perde seu charme e romantismo medievais.

Infelizmente, pudemos subir apenas em um dos tramos da muralha, porque tivemos que correr para o El Corte Inglés. Faltavam algumas compritchas básicas, como uma nova mala para levar tudo o que compramos, por exemplo.

Finalizamos o dia com boas "croquetas de bacalao", chipirones e pasta com mariscos (ou al pesto para mim, o Bo), além de um bom vinho, o qual pode ter causado erros de digitaçao, sintaxe ou criaçao de frases sem o menor sentido. Desculpem-nos, mas o último dia teve de ser fechado em grande estilo...

O próximo POST (com agradecimentos e despedidas) já deverá ser feito do outro lado do Atlântico.

Beijos, desde já saudosos.
Bos


Plaza da España de La Granja de San Ildefonso (Sim! Aqui também tem!)


Palácio Real de La Granja de San Ildefonso


Acueducto Romano de Segóvia


Catedral de Segóvia


Alcázar de Segóvia


Muralha de Ávila



Escrito por Bos Na Viagem às 20h13
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Valle de los Caídos e El Escorial

Olá, queridos!

Hoje conhecemos o Valle de los Caídos, monumento idealizado por Franco, em homenagem aos mortos da Guerra Civil Espanhola.

Trata-se de uma cruz imensa, que fica no alto de uma montanha. Em sua base, existe uma Basílica tao grandiosa quanto, também em forma de cruz.

O ambiente é um pouco pesado, mas a vista de lá de cima é muito bonita e vale a pena. A Basílica foi construída dentro da montanha, no meio das rochas. É bastante impressionante! Dizem que centenas de presos políticos morreram durante a obra, vitimas de desabamentos decorrentes da escavaçao. Ali também estao enterrados cerca de quarenta mil soldados e o próprio Franco.

Em seguida, visitamos "San Lorenzo de El Escorial", palácio de Filipe II. Gostamos de tudo (para variar nao pudemos tirar fotos...), mas dois pontos merecem especial destaque. O primeiro é a biblioteca, que possui milhares de livros (literalmente!), muitos deles manuscritos, e afrescos do século 16 no teto. O outro é o Panteao Real, onde estao as urnas funerárias dos principais reis da Espanha. Apesar de fúnebre, o lugar é inexplicavelmente bonito! Os corpos da família real que nao couberam no mausoléu ( a sala é relativamente pequena) estao em tumúlos de MÁRMORE CARRARA (vejam bem, esses sao os simples!) distribuídos por outros cômodos do Palácio. O das crianças é em forma de bolo e o do filho "bastardo" do Carlos I tem uma escultura perfeita (também em mármore), em tamanho natural!

Uma curiosidade é que os dois últimos lugares vagos no Panteao estavam reservados para o atual Rei e sua esposa. Porém, ambos cederam o privilégio aos já falecidos pais de Don Juan Carlos I, que nao puderam reinar em razao da ditadura franquista.

Voltamos a Madrid às seis da tarde e almoçamos no Vip´s, velho conhecido, onde comemos as melhores croquetas do país!

Depois fomos até o Parque del Retiro, espécie de Parque do Ibirapuera (melhorado) daqui. Passeamos um pouco pelas ruas arborizadas e floridas, vimos vários bichinhos, esculturas e o Palácio de Cristal. O auge foi o passeio de barquinho pelo lago, com o Bo de remador profissional. Foi ótimo!

Por fim, fomos até El Corte Inglés para dar uma voltinha e comprar torrones (vir para a Espanha e nao levar "turrón" para casa náo dá, né!).

Agora estamos chumbadésimos e desistimos do jantar para tentar dormir cedo ao menos uma vez... Descobrimos que amanha - último dia de viagem.... que triste!! - é feriado por aqui. Se tudo der certo e as coisas abrirem, visitaremos Ávila, Segóvia e La Granja de San Ildefonso.

Buenas noches! 

Ps: Pedimos desculpas pelo "espostas" no post anterior. Foi erro de digitaçao, mas já está corrigido.



Valle de los Caidos


Vista da Basílica do Valle de los Caidos


San Lorenzo de El Escorial


Almoço no VIP`s


Parque del Retiro


Palácio de Cristal - Parque del Retiro


Bos navegantes


Dando férias para os pés



Escrito por Bos Na Viagem às 18h58
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Barcelona, Zaragoza e, finalmente, Madrid de novo.

Olá, mundo!

Hoje nós acordamos cedo e os "meninos" foram buscar o carro novo (um passat iraaaaadooooooo!! Tem até um botaozinho que adapta o banco à coluna do motorista!). Fizemos o check out e partimos na hora do almoço, rumo a Zaragoza.

A viagem foi tranqüila, mas pegamos um acidente na estrada e acabamos presos no trânsito. Chegando lá, almoçamos perto da "Basílica de Nuestra Señora del Pilar", único lugar que daria tempo de conhecer. Comemos muito, muito, muito mal (muito mal mesmo) em um restaurante que tinha um atendimento horrível e uma comida pior ainda! Afe... foi péssimo! Mas pelo menos conseguimos ver o finalzinho do jogo do Brasil X China, que estava passando na TV (de plasma!) da espelunca. Que saudades de futebol!!!!!

Passeamos pela "Plaza del Pilar", onde existe um globo gigante e uma cachoeira de concreto. Depois fomos visitar a Basílica (alguém sabe explicar a diferença entre Catedral, Igreja e Basílica?? Capela nós já sabemos!) e ficamos encantados com sua beleza! É completamente dfiferente de todas as outras catedrais que visitamos até entao: nao é gótica nem "pesada". É cheia de esculturas, pinturas coloridas no teto, colunas de mármore e lustres de cristal. Subimos até o topo da torre e de lá se tem uma visao panorâmica da cidade. Realmente impressionante! Pena que nao era permitido tirar fotos...

Além disso, também nos chamou a atençao a existência de duas bombas ali expostas, as quais foram lançadas contra o altar da Basílica em 3 de agosto 1.936, no meio da Guerra Civil Espanhola, porém simplesmente nao explodiram! Milagre ou nao, o fato é - no mínimo - curioso...

Voltamos para a estrada por mais algumas centenas de quilômetros, até que no final do dia chegamos a Madrid! O Bo - praticamente um nativo - acertou todo o caminho de primeira e encontramos rapidinho o novo hotel, que é ótimo! Super bonitinho, atendimento fantástico, pessoas proativas e prestativas e o melhor: estacionamento na porta (primeira vez na viagem!) e cofre, MINIBAR e internet de graça! Adoramos!

Descansamos um pouquinho e fomos jantar no Café Gijón, restaurante fundado em 1.888 e freqüentado por filósofos e escritores do século passado e atuais. A comida e o atendimento - para compensar os da hora do almoço - estavam fantásticos! Para melhorar, o maitre era galego e ficou trazendo coisinhas "extras" para nós, rs... Hummmmmm estava ótimo! E o mais extraordinário de tudo: o Bo jantou peixe (nao era salmao!!), por livre e espontânea vontade! Nem acreditei....

Agora sao quase duas horas da matina e amanha teremos que acordar cedo para visitar El Escorial e Valle de los Caídos (ou seja, mais estrada!).

Buenas noches!

Bos


Bo forçudo na Plaza del Pilar


Bos na cachoeira da Plaza del Pilar (que vontade de mergulhar!).



Basílica de Nuestra Señora del Pilar


Vista da torre da Basílica de Nuestra Señora del Pilar


Bombas expostas na Basílica


Café Gijón



Escrito por Bos Na Viagem às 21h12
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Último dia em Barcelona.

Olá, amigos!

 

Hoje foi nosso último dia em Barcelona, por isso aproveitamos para conhecer os principais lugares que estavam faltando.

 

Começamos pela Catedral, que já havia sido parcialmente visitada. O curioso é que essa foi a primeira igreja que não cobrou entrada e exigiu que as pessoas vestissem trajes apropriados. Até então, todos os ambientes religiosos que visitamos foram verdadeiros pontos turísticos, onde se pagava ingresso e as pessoas entravam com roupas que não usaríamos nem no shopping...

 

Depois da Catedral seguimos para o “Conjunt Monumental de la Plaça del Rei”, que engloba o “Palau Reial” (onde os Reis Católicos receberam Colombo, após o descobrimento da América) e o “Museu d`Historia de la Ciutat”, cuja principal atração são as ruínas da Barcelona romana, que ficam no subsolo. Por incrível que pareça, a estrutura da cidade era bastante similar à atual e foi fantástico caminhar por um lugar construído há mais de dois mil anos!

 

Paramos para um lanche rápido em uma sorveteria espetacular e fomos até a loja do Barcelona, onde fomos atendidos por um brasileiro super simpático. O Bo, master traíra, comprou a camisa do Messi! Não bastasse desprezar a do Ronaldinho (o uniforme era do ano passado), ainda teve que pagar pau para argentino! Fala sério, rs....

 

 Pegamos o teleférico, com destino a Montjuïc. Sim, o Seu Maximo, após quase uma semana de insistência árdua e contínua, concordou em subir de bondinho. E foi uma delícia!! A vista de lá de cima é linda: dá para ver o mar, a Sagrada Família, a cidade pequenininha lá embaixo.... Adoramos!

 

Em Montjuïc, passeamos pelos jardins do Castell, que atualmente abriga um museu militar; pelo Estádio Olímpico, que abrigou as Olimpíadas de 1.992; e pela “Plaça d´Espanya (muda-se o dialeto e a grafia, mas os nomes continuam os mesmos...). O calor estava realmente insuportável! É engraçado mas, muito embora a temperatura aqui seja mais baixa que a de Sevilla, o calor é muito mais intenso!

 

Por fim, visitamos o Poble Espanyol, que é uma mini cidade, com réplicas das construções típicas de cada região espanhola. O lugar é uma graça, um verdadeiro resumão da Espanha (mesmo esquema dos “livros que cairão na FUVEST”). Para colaborar, o por do sol estava maravilhoso!

 

Jantamos por lá mesmo e voltamos andando para o nosso hotel. Aqui não tem nenhum perigo e a noite estava muito gostosa, com ventinho fresco e ruas tranqüilas. No meio do caminho, encontramos um show de jazz ao ar livre, com direito a dueto de saxofones e tudo mais. Simplesmente fenomenal! Ainda tivemos sorte e sentamos em uma escada ao lado do palco, assistindo a apresentação “de camarote”.

 

Chegando aqui tomamos uma Coronita no solar do hotel e agora vamos dormir, porque já passa da meia noite. Amanhã, pé na estrada! Café da manhã em Barcelona, almoço em Zaragoza e jantar em Madrid.

 

Besitos.


Cripta de Santa Eulália na Catedral de Barcelona


Ruínas de Barcino (Barcelona Romana)


E o troféu "Ogro da sobremesa" vai para... Renato Ramos Ramos!!! CLAP! CLAP! CLAP!


Teleférico de Montjuïc


Seu Maximo, tranqüilíssimo no teleférico


Vista do Castell de Montjuïc (do outro lado é o mar)


Poble Espanyol


Jazz jam nas ruas de Barcelona



Escrito por Bos Na Viagem às 19h41
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Olá, queridos!

 

Segue o (esperamos...) último post 2 em 1, para mantê-los atualizados. O acesso à internet é fácil em Barcelona, apesar de caríssimo! (quase seis euros – aproximadamente 18 reais – a hora...)

 

  • Viagem e primeiro dia em Barcelona (10 de agosto)

Ontem tivemos que acordar muito cedo para não perder o vôo (já comentamos que Seu Maximo assumiu as “funções” do Seu Ambrósio??). Fazia um frio absurdo (onde já se viu fazer 9 graus em pleno verão???) e foi dificílimo sair da cama....

 

O vôo foi bem tranqüilo e, novamente, não pagamos pelo excesso de peso!! (mas confessamos que dessa vez a moça nos quebrou um galho...). Chegamos a Barcelona na hora do almoço e nos dirigimos ao hotel para deixar as bagagens.

 

Em seguida, fomos para Las Ramblas (avenida mais famosa daqui) e comemos rapidinho, porque já passava das quatro. O lugar é bem movimentado, cheio de pessoas estranhas, estátuas vivas, pedintes, etc e tal. Uma mistura de Praça da Sé com Avenida Paulista.

 

Depois, passeamos pelo Barri Gótic, Carrer Montcada (rua medieval cheia de gárgulas), Casa de la Ciutat e Palau de la Generalitat (ambos apenas por fora, porque fecham em agosto), Basílica de Santa Maria Del Mar e a Catedral (vimos apenas uma parte pois estava tendo missa. Amanhã veremos de novo, com mais calma).

 

Voltamos para o hotel, descansamos um pouco e fomos jantar na Barceloneta, para comemorar o dia dos pais. Barceloneta é o bairro onde fica o porto da cidade, cheio de restaurantes e bares, super badalado. Lá fica o “Monument a Colom”, estátua feita no lugar em que Cristóvão Colombo desembarcou em 1.493, depois de descobrir a América (pelo visto, esse é o grande tema da Espanha, depois das touradas).

 

Sentamos na varanda do restaurante, com vista para o mar e para La Rambla de Mar (ponte que também permite a passagem de embarcações). Como sempre, o jantar estava muito gostoso (vale conferir a foto do meu prato que, obviamente, foi inteiro devorado) e o ponto alto da noite foi o momento em que Seu Maximo concordou em trocar o tradicional flan de sobremesa, para experimentar o Crème brûlée (que aqui se chama Creme Catalão). Contudo, quem o conhece e ficou impressionado, não se anime: ele já avisou que estava tudo muito bom, mas que vai continuar pedindo flan mesmo, porque “é mais fácil”, rs....

 

  • Ainda Barcelona (11 de agosto)

 

Hoje acordamos cedo, mas tivemos alguns probleminhas (nada sério) no hotel e acabamos nos atrasando. Saímos para o passeio apenas umas onze horas, ou seja, tarde para burro!

 

Começamos pelo Palau Güell, edifício mais importante de Gaudí, mas não pudemos entrar porque estava fechado (já fica a dica para quem vai viajar: nada na Espanha funciona às segundas-feiras).

 

Então, fomos conhecer o Palau de Música Catalana, sala de concertos construída em 1.908 e a única da Europa iluminada por luz natural. O lugar é simplesmente incrível! Lindo de morrer... Tem esculturas de compositores famosos, estátuas, cerâmica, mosaicos e vitrais. Tudo original e super colorido. O domo da sala principal e as “musas do palau” (estátuas que ficam no palco, tocando instrumentos) são excepcionais! Vale muito a pena fazer a visita guiada, embora eu tenha dado umas pescadas durante a explicação e o vídeo.

 

Saindo de lá fomos ao “Arc do Triomf” (mesmo esquema do de Paris, porém menor e de tijolos) e ao “Parc de La Ciutadella”, que antes era uma prisão (infelizmente, a fonte estava desligada...).

 

Paramos para um “bocadillo” e fomos para a famigerada Sagrada Família, igreja desenhada por Gaudí, que começou a ser construída em 1.882 e ainda permanece inacabada. Se vocês estão curiosos para saber o que achamos, já avisamos que seremos sinceros e não queremos retaliações, rs....

 

A igreja é gigantesca e bastante impressionante, mas..... um pouco bizarra.

 

A Fachada da Natividade é muito bem trabalhada, com esculturas que representam a infância de Cristo, mas parece que foi feita em areia mole, da beirinha do mar e que tudo escorreu um pouco... Por dentro, é um grande canteiro de obras, com exceção de alguns poucos lugares, já com vitrais e colunas.

 

Agora, a Fachada da Paixão - que é a parte nova, construída após a morte de Gaudí – é realmente estranha. Sem entrar no mérito da obra de arte, trabalho despendido e etc e tal (vejam, tudo é muito bem feito), as figuras são meio esquisitas e algumas coisas não se “encaixam” por ali... Olhem as fotos abaixo (rol meramente exemplificativo) e tirem suas próprias conclusões.

 

Após quase uma hora na fila, finalmente conseguimos pegar o elevador e subir até o topo de uma das torres. A vista é linda e a descida – 400 degraus! – super interessante, apesar de claustrofóbica.

 

De verdade, recomendamos o passeio. É indescritível... Mas, ao contrário de nós, não esperem nada tradicional ou conhecido e se preparem para algo no mínimo peculiar...

 

Enfim.... Voltamos para o hotel e descansamos um pouquinho, antes do jantar no 7 Portes, restaurante indicado pelo Sr. Adauto, meu pai. Como sempre, uma dica excelente! Esse restaurante é de 1.836 (quantos “chefs” já passaram por lá??) e especializado em paellas. Foi freqüentado por Che Guevara e Churchill, entre outros exemplos. Eu mesma (Paula) jantei na cadeira do Rei!! Isso mesmo, meus caros. Na Espanha eles também sabem reconhecer quando encontram uma pessoa importante, rs!

 

Mas se ainda não ficou claro, vamos ser mais explícitos: o lugar e a comida são M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O-S! O melhor é que o preço é bastante acessível. Recomendamos fortemente para todos que passem por aqui.

 

Agora, boa noite, porque vamos dormir. Não vemos a hora de voltar para o ar condicionado do nosso quarto! Que calor faz aqui...

 

Beijocas.


Las Ramblas



Catedral de Barcelona


Ponte "Las Ramblas del Mar"


Porto da Barceloneta


Prato da Fiona


Palau de la Música Catalana


Arco do Triunfo


Parc de la Ciutadella


Sagrada Família - reparem no crânio ao lado de Cristo e no Darth Vader, presente na crucificaçao



Sudoku na Sagrada Família


Torres da Carmem Miranda na Sagrada Família


Restaurante 7 Portes


Seu Maximo no restaurante

Bos na mesa do Rei (reparem na plaquetinha)



Escrito por Bos Na Viagem às 20h29
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Até breve, Galícia!

Olá, queridos!

 

Ontem foi a Feira de Doade e nosso último dia na Galícia (infelizmente!).

 

A Feira de Doade ocorre todos os dias 9 de cada mês e é um acontecimento em Xirarga. Todos vão para lá e a aldeia fica lotada de carros, um verdadeiro rush!

 

Trata-se de uma mistura da Feira do Rastro com feiras “normais” (como a do Pacaembu, por exemplo), onde se vendem roupas, bugigangas, CDs e comidas. Contudo, ao invés de pastel (nota para os galegos: pastel não é bolo, mas sim uma massa frita com recheio que temos no Brasil), eles fazem pulpo e armam mesas para as pessoas sentarem e comerem.

 

Após fazermos algumas compritas, fomos almoçar na casa do Pepe e da Ramona, padrinhos do Bo. Estava tudo uma delícia e o cardápio – para nossa alegria – foi o mais tradicional possível: jamón, frios, empanada, pulpo, carne e patacas. De sobremesa, pastel (agora sim o bolo). Foi ótimo, mas a melhor parte, foi que o Bo finalmente pôde rever seu padrinho, que conhecera há 27 anos, no batizado.

 

Depois de comer, fomos ao cyber de Soutelo e arrumamos as malas (certeza que vamos pagar por excesso de bagagem!).

 

À noite, jantamos na Chelo e foi triste perceber que seria a última vez (pelo menos nesta temporada). Para aliviar o clima de despedida, o Poldo nos levou ao Coyote, barzinho que freqüentaram na última vez em que o Bo esteve aqui.

 

Tomamos uma cerveja mexicana muito boa (sei que é Bohemia, mas não lembro o resto do nome) e conversamos bastante. Em seguida, visitamos a piscina fluvial e o aeroporto, de onde se vê as luzes dos moinhos e dos faróis de Vigo e Pontevedra, além do céu estrelado mais incrível do mundo!

 

Para terminar, gostaríamos de agradecer a todos pelo carinho e hospitalidade com que nos receberam... Passamos dias maravilhosos aqui e certamente pretendemos voltar “pro ano”.

 

Em especial:

 

a)     à Chelo, Eludín, Poldo e Tia Maria, pela bandeja linda, pelos banhos, refeições e, principalmente, por abrirem sua casa para nós;

b)     à Ofélia, pelas compras, roupas lavadas e por toda a ajuda de sempre;

c)      à Ana e Daniel, pelos regalitos, companhia e jantar excelentes (Ana, esperamos você no embarque até o último minuto... Mas tudo bem, valeu a intenção. Ficam aqui biquiños virtuais!);

d)     aos padrinhos Ramona e Pepe, pelo almoço delicioso;

e)     à galera de Xirarga pelos “botelhoes” compartidos; e,

f)        ao Júlio, Sinfa e demais familiares do Bo, além da família Martinez galega, por toda a atenção e amabilidade.

 

Besitos saudosos.

 

Ps: Adorei os comentários dos Espósito! Isso é que é família tecnológica! Rs....

Ps2: Falando em tecnologia, Raul, seu comentário não veio... Estamos esperando notícias!

Ps3: PARABÉNS a todos os papais de plantão!! Não esquecemos de vcs!

Ps4: Tio Carlos e Yung, boa viagem e voltem logo! Tio, quanto foi mesmo o jogo do seu timeco hoje? Rssss......

 

 


Almoço nos padrinhos


Chateau dos Ramos na Galícia


Jantar na Chelo com a família e o Turco (o Rur nao quis aparecer de jeito nenhum!)


Cerveza en el Coyote (tinha uma Ferrari parada na porta!!!)



Escrito por Bos Na Viagem às 21h17
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2 em 1 - o retorno

Olá pessoal,

Novamente vamos escrever um POST "2 em 1", em razao da dificuldade que encontramos na terriña galega - principalmente na aldeia - para acessar a internet. Para facilitar, vou escrever o que fizemos na quinta e a Bo o que fizemos ontem.

* Xirarga (7 de agosto)

A Espanha está dividida em regioes autônomas, cada uma com um presidente local, sendo a Galícia uma delas. Situada no norte de Portugal, está dividida em quatro províncias: Lugo, Coruña, Pontevedra e Orense. Xirarga é um vilarejo localizado na província de Orense.

Como vocês puderam notar, os espanhóis gostam de dividir bem os territórios, dadas as divergências históricas. A pequena Xirarga nao poderia ser diferente, dividida em 5 micro-vilarejos: Abeleira, Framia, Alem, Correa e Doade.

Neste dia fizemos um recorrido histórico com a Dra. Ana Paula, minha digníssima primeira dama, mostrando-lhe cada uma das aldeias.

Começamos pela Abeleira, terra natal da família da vó Ysaura, visitando a casa onde meu pai nasceu. Certamente a melhor vista do lugar. Passamos também na casa dos meus bisavôs - uma das construçoes mais bonitas -, hoje utilizada para criaçao de abelhas, o que impossibilitou a entrada da Bo por causa da sua alergia a picadas.

Rapidamente passamos por Framia, terra do vô Antônio, em direçao a Alem (o nome do lugar é esse mesmo), único vilarejo onde ainda se cria gado leiteiro. De acordo com o Sr. Ambrosio (meu avô), natural de lá, o local possui a melhor água da regiao.

Para encerrar o "recorrido" rural, visitamos Correa, terra da vó Selucha, onde estamos hospedados. Os mais antigos dizem que a aldeia tem esse nome porque, na época em que os vilarejos foram divididos, o rapaz que receberia essa parte afirmou que estaria satisfeito com "uma terra do tamanho de um boi". Assim que fizeram o acordo e foram demarcar o local, o rapaz - ao invés de usar a medida padrao do boi - formou um círculo usando todo o couro do animal fatiado, conseguindo assim muito mais terras. 

Doade, o último vilarejo, está situado logo após um bosque chamado Coto Pereira. Essa aldeia poderia ser chamada de a parte mais urbana de Xirarga. Porém, por possuir somente um banco e um bar, vamos classificá-la apenas como "um pouco menos rural".

Todos os vilarejos sao charmosos ao seu modo. As pessoas conhecem umas as outras e ficam nos encarando por saberem que somos forasteiros. Contudo, basta dizer que somos netos do fulano ou primos da beltrana para abrirem um sorriso e se colocarem a total disposiçao!

Para finalizar o dia com chave de ouro, joguei futebol com alguns amigos e jantamos empanadas na casa da Chelo.

Antes de dormir ainda nos animamos e fomos à Festa da Heineken, no KLUA de Soutelo, mas ficamos só um pouquinho porque tínhamos aproximadamente o dobro de idade média local, rs...

* Santiago de Compostela (8 de agosto)

Ontem visitamos Santiago de Compostela com o Poldo - antigo morador local -, que foi conosco para nos ciceronear.

Começamos pela famosissíma Catedral, construída no século IX e ponto de peregrinaçao desde entao. A Catedral é realmente impressionante (muito mais por fora do que por dentro), mas o que mais nos chamou a atençao foram as centenas de peregrinos com suas mochilas, cajados e pés machucados, presentes em todos os cantos. Alguns choravam, outros riam, mas todos tinham em seu semblante a nítida imagem de "dever cumprido".

Passeamos pelo Hostal dos Reyes Católicos, Plaza da Quintana e Plaza das Praterías, até que a Ana e o Daniel vieram nos encontrar.

Almoçamos por ali mesmo e depois conhecemos o centrinho da cidade e o escritório da Ana, que é uma graça, super bonitinho, com tudo novo. Deve ser maravilhoso trabalhar em um lugar assim!

Depois fomos à Alameda, "pulmao de Santiago" e meu lugar preferido na cidade. Trata-se de um parque fantástico, cheio de árvores, florzinhas e pássaros, de onde se vê a Catedral. Lá também vimos o "Banco dos Namorados", cuja forma e acústica possibilitavam que os namorados escutassem um ao outro, mesmo se sentados em extremidades opostas.

Tomamos um café gelado (o pior é que é gostoso!) e seguimos para a casa da Ana e do Daniel, a fim de tirar fotos com os cachorros (mas a bateria da câmera acabou e a única que temos nao dá para vê-los direito... Ana, manda as suas, por favor!).

A casa é simplesmente incrível! Além de enorme, tem um quintal fantástico, cheio de plantas e bichos. Ficamos absolutamente encantados!

Por fim, fomos jantar em um restaurante D-E-L-I-C-I-O-S-O, reservado pelo Daniel, chamado "Casa do Laguero". O lugar é muito bonito, mas a comida e o vinho foram ainda melhores (além da companhia, claro!). Rimos e comemos muito (Fiona comeu a porçao de berberexos da entrada praticamente sozinha!). Foi ótimo!

A última surpresa do dia foi um "regalo" da Ana, que nos deu uma bruxinha linda, típica da regiao (claro que nao aguentamos esperar para abrir só no Brasil, conforme recomendado).

Obrigado, queridos, pelo livro, pela bruxinha e por toda a hospitalidade com que nos receberam! Mas chega que o post de agradecimentos e despedida vem só amanha... Nao quero ficar emocionada desde já...

Besitos saudosos para todos!

PS: As demais fotos desta semana já estao lançadas nos posts anteriores. 


Vista da casa da vó Ysaura - Abeleira.


Com Jaime, na porta da casa do meu bisavô.


Cruzeiro galego em Santiago (homenagem às sandálias da Lulu).


Bo mendigo, tirando fotos da Catedral.


Primos vendo o pé do Miguel de Cervantes, rs...


Catedral vista da Alameda


"Perritos" da Ana e Daniel (e o dedo do Poldo)



Escrito por Bos Na Viagem às 13h47
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2 em 1

Olá, queridos!

Ontem ficamos um tempao no cyber escrevendo um post e, na hora de publicá-lo, a porcaria do computador travou e perdemos tudo...

Entao, revoltados com a tecnologia (desencanem dos vídeos, que nao carregam de jeito nenhum), resolvemos contar os últimos dois dias em um post só, para mantê-los atualizados:

• Lugo e La Coruña (5 de agosto)

Após quatro míseras horinhas de sono (dormimos às 6, lembram?), acordamos e fomos para Lugo, conhecer a muralha romana mais bem conservada da Espanha.

A cidade em si nao tem nada de extraordinário, mas a muralha é incrível! Sao quarteiroes e quarteiroes de pedras hermeticamente encaixadas, com seis metros de espessura e dez portoes imensos. Alguns pedaços foram reconstruídos ao longo do tempo, porém ainda se tem uma visao bem fiel da estrutura original.

Almoçamos em um restaurante muito gostoso e comemos uma sobremesa deliciosa: sorvete de nozes com biscoito de amêndoas. Voltaríamos facilmente para Lugo, apenas para comê-las outra vez...

Em seguida, fomos para La Coruña (A Coruña para os galegos), onde passamos o resto da tarde.

A cidade é uma graça, cheia de janelas de vidro com flores. Andamos pela beira do mar e visitamos a Torre de Hércules, farol mais antigo da Europa, ainda em funcionamento. Infelizmente, nao conseguimos subir até o topo (sao 242 degraus!), porque já estava fechado. Seu Maximo ficou bastante chateado, rs...

Pegamos um bondinho para voltar ao Porto, onde estava o nosso carro. Ficamos maravilhados! Parecíamos uns caipiras fazendo mil comentários e tirando fotos, enquanto os demais passageiros viajavam tranqüilamente.

Jantamos em uma lanchonete de Soutelo, aldeia próxima da nossa, e acabamos chegando tarde em casa, por isso perdemos a baladinha local. Mas tudo bem, porque amanha é dia do Patrón San Salvador e tem mais.

• Vigo, Baiona e TABAGÓN (6 de agosto)

Se você nao entendeu porque Tabagón está escrito em caixa alta, certamente nao é um Martinez. Tabagón é a cidade onde nasceu meu bisavô, Rosendo Bento (ok, confesso que o Bo soprou o nome....), e a família Matinez y Martinez (irônico, nao?) começou. Mas vamos respeitar a ordem cronológica do roteiro:

Acordamos e fomos para Vigo, que também é relacionada com minha família, mas nao tenho a menor idéia do motivo (desculpe-me, pá...). A cidade é bastante grande e nao tem maiores atraçoes turísticas. É uma mini Sao Paulo, com mar.

O que chamou nossa atençao é que as praias de Vigo sao abarrotadas de gaivotas, que ficam dando rasantes sobre as cabeças das pessoas e depois pousam ao seu lado, esperando por comida. Um espetáculo a parte.

Visitamos também a estátua dos cavalos, na Plaza de España (os espanhóis nao sao muito criativos para nomes de ruas, monumentos e lugares...). É realmente impressionante. Os cavalos sao tao perfeitos, que parece que sairao galopando pela avenida a qualquer momento... Ficamos dando voltas e voltas na rotonda para fotografá-los e filmá-los melhor.

Viajamos até Baiona, cidade onde Pinta – uma das caravelas de Cristóvao Colombo – aportou em 1493, trazendo a notícia do descobrimento da nossa querida América.

Depois de almoçarmos (muito bem!) em um restaurante indicado pelo Michellin, fomos ao parador local. Para quem nao sabe, Paradores sao propriedades reais, monastérios ou castelos transformados em hotéis mantidos pelo governo espanhol. Normalmente sao lindos e muito bem localizados, com as melhores vistas da regiao. O de Baiona era uma fortaleza, o que justifica a muralha alta, repleta de canhoes.

Finalmente seguimos para Tabagón, que fica na fronteira com Portugal, onde visitamos nossas primas. Para se ter uma idéia do tamanho da megalópole, pedimos informaçoes sobre o endereço (que era “Travessa Principal”) e ninguém soube nos explicar nada. Contudo, bastou dizer o nome delas, que rapidamente nos indicaram onde ficava a casa, com detalhes sobre a cor e tudo mais. Para os galegos de plantao é ainda mais fácil de se entender: a cidade equivale a 4 ou 5 aldeias.

A visita foi ótima e todas nos receberam com muito carinho, bolo, presentinhos e fotos. A matriarca, Marial del Pilar, apesar de estar com 90 anos, é completamente lúcida e lê o jornal de cabo a rabo diariamente!

Florinda e Agustina, suas filhas, repertiram várias vezes a história de que meu pai se esforçou até encontrá-las e toda a epopéia sobre as lápides do cemitério da cidade. Disseram que foi uma alegria indescritível ao seu pai, Manuel, já falecido.

Também visitamos a casa onde meu bisavô nasceu e nos emocionamos bastante. É engraçado como surgem laços e afinidades entre pessoas que até entao apenas se conheciam pelo telefone (“Mira nao, A-N-A-P-A-U-L-A”).

Saimos de lá com uma sensaçao muito boa e certamente voltaremos, da próxima vez com um pouco mais de tempo. O lugar é lindo e vale a pena.

Agora vamos dormir, pois está bem tarde e uma chuvinha chata prejudicou a festa.

Hoje conheceremos as aldeias da família Ramos, e amanha Santiago de Compostela.

Besitos!


Muralha de Lugo


Torre de Hércules


Bondinho da Coruña


Plaza de España - Vigo


Parador de Baiona


Galegas Martinez (Tio Carlos, mostra para o vovô que elas tem um relógio de passarinhos igual ao dele)


Escrito por Bos Na Viagem às 08h37
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Festa de Santo Domingo (4 de agosto)

Hoje foi a festa de Santo Domingo, evento mais importante das cinco aldeias que formam Xirarga (Abeleira, Frâmia, Além, Correa e Doade). A comemoraçao lembra bastante uma festa junina: tem luzinhas, barracas, fogos de artifício e uma bandinha.

Aqui parece o interior do interior do interior de Sao Paulo. Cada vilarejo tem entre dez e quinze casas de pedra, sempre com as portas abertas.  Todo mundo se conhece e cria carneiros, cachorros e afins nos seus quintais. Vizinhos entram e saem o tempo inteiro e, segundo a definiçao do Seu Maximo, "quase todos somos parentes. Os que nao sao, é como se fossem".

Tanto é assim, que nós acordamos e fomos tomar banho na casa da Chelo, porque nosso aquecedor quebrou (a água vem direto da fonte e, portanto, é geladíssima!). Em seguida, acompanhamos a procissao e o Bo, apesar do calor insuportável, carregou o Santo em agradecimento pela maravilhosa esposa que encontrou, rs...

Depois da missa, almoçamos na casa do Poldo, Chelo e Eludín, com o resto da família. Estava simplesmente maravilhoso! Fiona se manifestou mais uma vez e "almoçou" a entrada (lingüiças, jamón, quesos, maionese, pulpo e camaroes variados), sem saber que viriam mais dois pratos e a sobremesa. Claro que os demais foram igualmente devorados...

A notícia chata é que todas as fotos tiradas até esse momento da viagem (mais de 500!!) foram perdidas. Deu um pau no notebook do Bo e aparentemente o windows foi deletado. Se alguém souber como resolver essa porcaria sem ter que reformatar o computador e apagar tudo, por favor se manifeste!!!

Voltando ao relatório, descansamos um pouco e fomos para a baladinha, que é no meio do campo, a céu aberto (inacreditávelmente lindo e repleto de estrelas), com pessoas de todas as idades, sempre muito simpáticas e animadas.

Além das barraquinhas e do DJ, tinha também uma banda excelente, que tocou até às quatro da manha. Em um dos intervalos, algumas pessoas tiraram suas gaitas de fole e demais instrumentos "do bolso" e começaram a tocar no meio da galera que, por sua vez, dançou uma coreografia típica da Galícia. Ficamos encantados!

Falando em pessoas animadas, os amigos da aldeia sao gentilíssimos (isso é uma palavra? vcs sabem, "muitos idiomas", rs...), sempre nos ajudando, explicando coisas, oferecendo bebidas, etc. Dançamos até às cinco e meia da manha e nos divertimos a valer!

Mas na festa ocorreu um episódio que nao podemos deixar de contar aqui, apesar do mico. Precisávamos telefonar para casa, mas nao conseguíamos de jeito nenhum. Tivemos entao a brilhante idéia de ir para a estrada em busca de sinal.  Estava um breu absoluto e nao dava para enxergar um palmo diante do nariz. O Bo viu um farol e, achando que seríamos atropelados, gritou "olha o carro" e me empurrou. BARRANCO ABAIXO! No desespero da queda, tentei me segurar nele e caímos os dois - ele em cima de mim - na valeta gigante, literalmente da minha altura. Após muitas risadas (e dor!!), o Bo conseguiu sair do buraco, mas eu fiquei ali presa e ele teve que pular de volta para me ajudar. Resultado: voltamos os dois rindo, cheios de barro e doloridos para a festa, sem conseguir telefonar...

Besitos.
Amanha, Lugo e La Coruña.


O agora quarteto, na festa de Santo Domingo


JAM de gaiteiros no Santo Domingo


Valeta assassina (pena que nao dá para ver as costas e os sapatos)



Escrito por Bos Na Viagem às 19h55
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Adiós, Sevilla... Hola, Galiza! (3 de agosto)

Hola, amigos!

Esse post começou a ser escrito diretamente da internet grátis do "Aeropuerto de Sevilla" e foi finalizado na Correa, em Xirarga, às cinco da manhã.

Apesar do horário, o dia hoje foi tranqüilo. Após o check out do hotel, passeamos pelas lojinhas de "recuerdos" e pelo bairro Triana (antigo reduto cigano) em Sevilla. Infelizmente encontramos tudo fechado, provavelmente por ser domingo.

Almoçamos uns medalhões muito gostosos em um restaurante bem bonito, perto da Plaza de España. Estava tão quente (41 graus), que nem os ventiladores que borrifam água - um invento local fantástico - conseguiram nos refrescar.

Depois, fomos rapidinho até a Plaza de España e seguimos para o aeroporto, onde ficamos esperando nosso vôo por mais de três horas... A pressa do Seu Ambrosio está passando para o Seu Maximo!

Não podemos deixar de mencionar que, por um milagre do universo, NÓS NÃO PAGAMOS EXCESSO DE BAGAGEM!!! Estamos emocionados até agora...

Todavia, como nem tudo são rosas, o vôo foi um caso a parte. Era um teco-teco para cinqüenta pessoas, no qual o Bo não conseguia ficar em pé, porque batia a cabeça no teto... Balançou o percurso todo e no final ainda pousou de bico. Foi bem traumático.

Chegando ao aeroporto de Santiago tivemos duas surpresas agradáveis: o Poldo foi nos buscar (foi ótimo reencontrá-lo após mais de um mês) e a temperatura era de 21 graus (metade da de Sevilla!). 

Pegamos nosso carro (agora é um Jetta) e passamos na casa da Ana e do Daniel, que nos receberam muitíssimo bem, com cervezas, pimientos, jamón e seus perritos lindos (são três pirineus. Para quem não sabe, MUITO maiores que São Bernardos, parecem ursos!).

Viemos para Correa, aldeia onde a família do Bo tem uma casa toda de pedra, que é uma graça. Jantamos na casa do Poldo, Chelo e Eludín, que nos esperaram com lingüiças, jamón e empanadas deliciosas.

Pouco depois da meia noite começaram os fogos de Santo Domingo e subimos para a festa, onde ficamos até agora (a banda tocou até Ilariê!). Estava bastante frio, chegando a fazer aproximadamente 15 graus (nem acreditamos!).

Agradecemos profundamente toda a gentileza e atenção com que nós fomos recepcionados. Está sendo uma alegria imensa estar aqui!

Amanhã colocaremos fotos da vila e da festa. Por enquanto, segue a última de Sevilla (o vídeo não carregou de jeito nenhum).

Beijos!

Ps: Os posts estão sendo lançados com um dia de atraso, porque só tem internet em um cyber da aldeia vizinha.


Trio na Plaza de España



Escrito por Bos Na Viagem às 15h38
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Córdoba e Palmas del Río

Olá, mundo! (perceberam como esse blog está globalizado? Comentários do Brasil, EUA, Espanha e, logo mais, Canadá de novo)

Hoje passamos o dia em Córdoba, também na região da Andalucía. A cidade é um charme, com ruas estreitas de pedra e mil lojinhas espalhadas em cada esquina.

Começamos o passeio pelo bairro judaico, o mais tradicional.  Depois, fomos visitar a "Galería de La Tortura", onde estão expostos os instrumentos de tortura utilizados pela Inquisição entre os séculos XIII ao XIX. É absolutamente chocante! Não dá para entender como um ser humano é capaz de idealizar e praticar tamanhas atrocidades (e o cara da bilheteria ainda defendia intensamente a volta do método, a fim de "dar um jeito nas coisas"...).

Só para se ter uma idéia, o que menos nos impressionou foi uma guilhotina de verdade, que ficava bem no meio do salão (vocês sabiam que a pessoa permanece consciente por alguns segundos, enquanto a cabeça rola para o cesto?) e cuja foto segue abaixo (não vamos mostrar as demais para não afugentar vcs, queridos leitores).

Superado o trauma (ficamos verdadeiramente abalados!), fomos conhecer a "Mezquita de Córdoba", construída em 785 e sustendada por mais de 850 colunas de granito e mármore (isso mesmo, OITOCENTAS E CINQÜENTA!). Além de belíssima, ela também é um importante marco histórico e cultural pelo contraste entre as arquiteturas muçulmana e católica (a Mesquita foi tomada pelos cristãos no século 14 e dentro dela, no meio de milhares de arcos, foi construída uma catedral).

Para encerrar a visita, vimos o "Patio de los Naranjos" que, como o próprio nome diz, é um pátio cheio de laranjeiras, onde os fiéis se lavavam antes das orações.

Deixamos Córdoba às 14:30 horas, pois tínhamos reserva para almoçar no Monastério de San Francisco, em Palmas del Río.  O lugar, o vinho e a comida eram fantásticos! O restaurante é do século 15 e eles servem um menu degustação com sete pratos maravilhosos! (é óbvio que foi isso que eu pedi! Estava realmente divino... O Bo e o Seu Maximo, mais comedidos, pediram o filet mingnon que também estava ótimo).

Mais tarde, já em Sevilla, fomos a "La Carbonería" (outro Tablao de Flamenco), na esperança de ver o tal do Sevillano. A apresentação foi muito bonita (por incrível que pareça, a melhor foi de uma filandesa loira!), mas necas de pitibiriba... O cara que toca violão disse ao Seu Maximo que esse estilo não faz muito sucesso entre os turistas, por isso os bailarinos preferem dançar o flamenco-gipsy (vulgo "pomba-gira" ou "possuídos", rs...).

Voltamos para o hotel (não consegui jantar depois de tudo que almocei..) e agora vamos dormir porque já são três horas da manhã!

Besitos para todos! Próximo POST diretamente da Galícia.


Calles de Córdoba


Guilhotina do Museu da Tortura


Pátio de los Naranjos


Arcos da Mesquita


Cúpula da Mesquita


Mais de oitoceeeentos e cinqüeeeeeenta arcos!


Torre da Mesquita e o pátio


Pátio do Monastério "Fiona e seus sete pratos"


Tablao gitano


Mapa da viagem



Escrito por Bos Na Viagem às 06h11
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Pueblos Blancos y Málaga

Hoje fizemos pequenas viagens para conhecer algumas cidades da região de Sevilla.

Começamos por Jerez de la Fronteira, definida por nós três como "a cidade da praia sem mar". O clima é de praia, as ruas são de praia, as pessoas parecem estar saindo/indo para a praia, mas a tal da praia não está lá. É até engraçado...

Essa cidade é conhecida pelo GP da Fórmula 1 (tem um boneco do Michellin gigante na entrada), pelas bodegas de xerez (bebida típica) e pela Real Escuela Andaluza de Arte Ecuestre, onde se pode assistir ao treinamento de cavalos e apresentações. Infelizmente não conseguimos ver nada disso, mas a visita já valeu pelo jardim da Real Escuela (lindo!) e pela cidade propriamente dita.

Nossa próxima parada foi em Arcos de la Frontera, que dizem ter sido fundada por um dos filhos do Noé (aquele famoso da arca).  Essa cidade faz parte dos Pueblos Blancos (Cidades Brancas), assim denominados em razão de suas casas caiadas.

Subimos a serra em direção à Grazalema, outra cidade branca, e ficamos maravilhados com o caminho, cheio de árvores, pedras, penhascos, etc (exceto Seu Maximo, que a-d-o-r-a altura). A vista de lá de cima é incrível e valeu todo o enjôo da estrada!

Seguimos para Ronda, onde paramos para almoçar às quatro da tarde (ao contrário de Granada, todos os restaurantes estavam abertos). Essa foi, sem dúvida, a maior surpresa do dia. Trata-se de uma cidade espalhada sobre uma fenda de calcário de 100 metros, dividida entre dois tabuleiros rochosos. A cidade antiga se une à nova por uma ponte construída no século 18. É cinematográfico!

Por fim, fomos para Málaga, a segunda maior cidade da Andalucía e a última do nosso roteiro de hoje. Málaga é conhecida pelo seu porto e também pela Manquita, a catedral inacabada. A construção da sua segunda torre foi abandonada em 1.765 por falta de fundos e acabou virando atração turística.

Eram oito da noite, mas o sol ainda estava escaldante, por isso demos uma passadinha na praia. Sem querer ser chatos, não dá para comparar com as praias brasileiras (aahhhh, Guaecá...). A areia é dura e machuca o pé, as pessoas são meio esquisitas e o mar é geladíssimo - o que não nos impediu de ficar lá, claro!

Chegamos de volta a Sevilla à meia noite e paramos para jantar uma pizza (essa sim estava boa). Agora vamos dormir porque já passam das duas e amanhã temos que acordar às 7, rumo a Córdoba (o que explica o post sintético).

A propósito, gostaríamos de agradecer novamente a todos que estão acompanhando nosso blog. Todos os dias entramos aqui logo cedo, só para ver o que vcs comentaram. Ajuda a matar um pouquinho a saudades...

Beijos.

Ps: Poldo e Ana, chegaremos ao aeroporto de Santiago no domingo, dia 3 de agosto, às 21:25 horas. Que venha a festa!


Michellin (é uma gordita) de Jerez


Real Escuela Andaluza de Arte Ecuestre


Estrada para Grazalema


Ronda


Almoço da Fiona


Legenda Renato: "Vai lá, vai lá, vai lá" - homenagem dos corinthianos ao SPFC
Legenda Paula: Os caras estão na SEGUNDA DIVISÃO e ainda quererm fazer piada?????


Catedral de Málaga - "La Manquita"



Escrito por Bos Na Viagem às 03h35
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Granada - Alhambra

Antes de começar a contar nosso dia, gostaria de fazer uma breve introdução: sempre me disseram que os espanhóis eram mau-humorados, teimosos e rabugentos. Eu me casei com um e descobri que ao menos a parte da rabugice é verdadeira (a teimosa do casal sou eu).

Contudo, fui surpreendida com a solidariedade espontânea dos espanhóis, dispostos a colaborar em qualquer momento, mesmo antes de pedirmos sua ajuda (cara de turista perdido é inconfundível).

O auge da delicadeza foi logo que chegamos em Sevilla. Era tarde da noite e não tínhamos noção de onde ficava o nosso hotel. Eu, com meu super portunhol tabajara, pedi informação ao motorista que estava parando ao nosso lado no farol, um guincho velho, rebocando um carro estourado. Ele também não conhecia a rua, mas não poupou esforços: estacionou o guincho, pegou seu guia e encontrou o hotel. Não fosse suficiente, ele ainda saiu do seu caminho e nos levou até lá. Assim, a troco de nada.

Por essas e outras eu fiquei completamente encantada com toda a gentileza espanhola, pensando até em me mudar para cá e proporcionar uma vida melhor para nossos futuros filhos...

Pois bem.

Hoje nós acordamos e voltamos aos lugares visitados ontem, em busca das famigeradas carteiras de motorista do Bo. Todo esse "recorrido" acabou nos atrasando e chegamos em Granada apenas às 14:30 horas. Meia-hora após o horário marcado.

Como já tínhamos os ingressos reservados e pagos há dias, pegamos os tickets e corremos para o Palácio Nazaríes, principal atração de Alhambra. Porém, a mulher que controla a fila não nos deixou entrar. Nem naquela hora, nem mais tarde. Perguntamos se todos os outros turnos estavam lotados e ela respondeu que não havia possibilidade de nos encaixar em horário nenhum (o que aconteceu com toda aquela gentileza local??).

Apesar de não entender o motivo de tanto rigor - as visitas sequer eram guiadas! - resolvemos tentar comprar novos convites. Surpresa: existiam entradas disponíveis, isto é, os horários não estavam lotados! Para evitar maior frustração, compramos os benditos, afinal, foram horas de carro até lá.

Já era tarde e ainda não tínhamos comido. Tivemos que correr atrás de um restaurante aberto - o que não encontramos - e acabamos almoçando um sanduíche em pé, pois a dona do único lugar com "bocadillos" prontos não nos deixou sentar nas cadeiras vazias.

Horas depois, quando faltavam menos de 5 minutos para entrarmos no palácio, para nossa total indignação, a MESMA MOCINHA da fila deixou um casal super atrasado da outra sessão entrar!!! Na nossa frente e no nosso horário!! Sem fila!!!

Mas revoltas a parte, o passeio foi ótimo. Os jardins de Generalife (propriedade de campo dos reis nástridas) são fantásticos e o Palácio Nazaríes é deslumbrante. Realmente uma obra de outro mundo... Inacreditável! Paredes e paredes de mármore "bordado", cada um com um desenho diferente, que sobreviveram há tantos anos - inclusive a um atentado do Napoleão Bonaparte.

É para olhar, admirar e pagar caro mesmo. Só não vale fazer turista de bobo, como aconteceu conosco.

Agora, justo ou injusto, não podemos deixar de sentir uma pontinha de satisfação ao lembrar que o "nosso" Cristo Redentor (entenderam o nível da indignação?) tirou o lugar do Alhambra nas 7 maravilhas do mundo moderno... rs


Fãs do atendimento de Alhambra


Trio no Palácio Carlos V


Palácio Nazaríes


Palácio Nazaríes 02


Parede do palácio


Detalhe da parede



Escrito por Bos Na Viagem às 05h25
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